Arquivo do mês: julho 2008

Um último beijo antes do último beijo

Quando assisti ao trailer de “Um beijo a mais” (The Last Kiss), filme estrelado pelo “Scrubs” (Zach Braff), pelo irmão do Ben Affleck (Casey Affleck), Tom Wilkinson, entre outros, fiquei com a impressão de que já o tinha visto há alguns anos. Mas o filme é relativamente novo (2006 e chegando só agora no Brasil), foi então que nos créditos do trailer vi que era baseado em um filme italiano, chamado aqui “O último beijo” (L’Ultimo Bacio), de 2001.

Assisti recentemente ao filme com o “Scrubs” e, apesar de ser um bom filme, as comparações são inevitáveis. O filme original é muito mais intenso, as atuações melhores, e o idioma italiano é um dos dois melhores idiomas para expressar discursos inflamados (o outro é o espanhol), deixando as cenas de discussão bem mais interessantes.

Não me lembro com detalhes do filme original, assisti-o em 2004 ou 2005, mas pelo que me lembro o roteiro é praticamente ipsis litteris. Na ocasião fiquei maravilhado pelo filme, uma dessas belas surpresas que a programação da madrugada pode nos proporcionar.

O filme “Um beijo a mais” está na programação do Telecine, e o “O último beijo” creio que deve haver em DVD, pois não está mais na programação dos canais HBO. O diretor do filme original, Gabriele Muccino (por que diabos os italianos cismam em colocar nomes de mulheres nos homens?) participa como produtor executivo do filme americano.

Clique em “mais” para assistir a duas cenas, uma do filme italiano e outra do americano. No youtube tem mais um monte. Depois de assistir à cena do filme italiano, assista a essa pagação de mico, hehehe.

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Considerações sobre o estudo da pré-história

O estudo da pré-história é uma das áreas mais difíceis da História, pois o estudo das provas materiais é pouco para a análise do modo de vida daquelas populações. Como os povos pré-históricos careciam de uma escrita lógica, grande parte do estudo da pré-história se debruça sobre as pinturas rupestres, os artefatos, estudo dos fósseis encontrados e estudo do comportamento humano coletivo.

A Antropologia é uma ciência que se aproxima muito da História quando se estuda o homem pré-histórico, pois grande parte do conhecimento sobre este homem se deve ao estudo sobre populações modernas que vivem isolados de nós, seres humanos urbanizados. Um grande passo para isso foi a constatação de que, como a estrutura cerebral humana é a mesma, e observando-se várias tribos em vários locais do mundo, sabe-se que o homem agirá de forma semelhante quando em face de situações parecidas. Foram encontradas pinturas rupestres na África do Sul feitas há cerca de 200 anos muito semelhantes a pinturas encontradas em cavernas na França feitas há milênios.

O fato é que o homem, desde o seu surgimento, sempre buscou aperfeiçoamento na técnica e na construção de ferramentas que o fizessem não depender apenas de suas habilidades físicas. Para termos uma pequena noção, antes mesmo da escrita ter sido desenvolvida o homem já vivia de forma sedentária, já domesticava animais e fazia uso da agricultura e utiliza ferramentas feitas de metal.

Um livro que recomendo é “A evolução cultural do homem”, do arqueólogo australiano Vere Gordon Childe. O título em inglês é mais bacana, Man makes himself, ou “O homem faz a si mesmo”. Uma referência de que o desenvolvimento humano não ocorre por acaso, pois é fruto do próprio homem.


Caso do banner meio-milionário na grande mídia

Sabe o caso do banner mais caro da internet? Pois é, na ISTOÉ Brasil desta semana saiu uma reportagem sobre o senador Efraim Morais, do Democratas (ex-PFL), e suas artimanhas dentro do Senado. Entre elas, a tentativa da criação dos 97 cargos para o senado e o caso do banner:

Desde maio de 2008, o Senado estampa no canto superior direito do portal de notícias www.paraiba.com.br um minúsculo banner publicitário com um link direto para a página da Casa. Segundo apurou ISTOÉ, o contrato, de 12 meses de duração, foi firmado sem licitação a um custo de R$ 48 mil mensais. A empresa responsável pelo site é a Paraíba Internet Graphics, a mesma que cuida do site pessoal do senador. Procurado, Efraim não foi encontrado para dar uma explicação sobre a coincidência.

Estranhamente, na quinta-feira 17, um dia depois de ISTOÉ procurar o gabinete do senador, houve uma sutil mudança no texto do edital do contrato do Senado com a Paraíba Internet Graphics, publicado na internet. Até então, o texto informava que se tratava de um contrato de 12 meses com parcelas de R$ 48 mil. Ou seja, o valor anual seria superior a R$ 500 mil. Na manhã da quintafeira 17, estava inserida no texto, abaixo do valor de R$ 48 mil, a palavra “anuais”.

Será que a revista tomou conhecimento do caso através de algum internauta?


Israel e Hezbollah trocam figurinhas

Israel confirmou que os restos mortais entregues pelo grupo islâmico libanês Hezbollah como parte de um troca de prisioneiros são de dois de seus soldados. [...] Em troca, Israel está entregando cinco militantes do grupo islâmico que estavam sendo mantidos como prisioneiros e os despojos de 200 combatentes libaneses e palestinos. (daqui)

Tá, tipo assim, resumidamente, um diálogo entre eles:

— Vamos trocar prisioneiros? O que vocês têm aí?
— Nós temos dois soldados israelenses…
— E nós cinco prisioneiros, “guerrilheiros” do Hezbollah por aqui.
— Ah, então vamos trocar.
— Beleza, tamo dentro.
— Só tem um probleminha… os soldados estão mortos.
— …

Que porra é essa? Tudo bem que os israelenses querem fazer o enterro dos corpos dos soldados, dar sossego para as famílias e et cetera e tal, e que deram também despojos de duzentos terroristas. Mas mesmo assim, trocar dois soldados mortos por cinco terroristas vivos?

Não ficaria surpreso se os israelenses tivessem devolvidos cinco caixões…


Yeah, yeah, yeah, that’s rock ‘n’ roll

Its been a long time since I rock and rolled,
Its been a long time since I did the stroll.
Ooh, let me get it back, let me get it back,
Let me get it back, baby, where I come from.
(Led Zeppelin, Rock and Roll)

Bom, apesar de minha relutância… por que não? Um pequeno top 3 das músicas mais rock ‘n’ roll na minha opinião. O motivo de serem três é que se eu escolhesse mais do que isso o post não sairia, pois nunca me decidiria pelas demais, já que estas três logo me vêm a cabeça sempre que procuro definir o termo “música rock”. Pensar demais estraga, nesse caso.

Assim que ouvi Back in Black, do AC/DC, minha vida mudou. Hahaha, brincadeira, mas já senti de cara que seria uma música divisora de águas. Quando ouvi pensei: “diacho, isso é rock”. Independente de Chuck Berry, Elvis, Beatles e Rolling Stones, essa é uma música que, na minha opinião, é rock puro.

Na minha época de andanças pelos sebos de Floripa comprando vinis, encontrei o IV, do Led Zeppelin. Quando ouvi a primeira música do Lado A, Black Dog, pensei: “caraaaaaalho”. Mais nada a declarar.

Por indicação de um amigo, na época em que o napster ainda era vivo, “peguei emprestadas” algumas músicas da ex-banda do Eric Clapton, Cream. Um música ficou, praticamente sozinha, no meu playlist por algumas semanas: White Room.

Recapitulando: se um alienígena me perguntasse o que seria o rock, eu só lhe mostraria estas três músicas:

  1. Back in Black – AC/DC
  2. Black Dog – Led Zeppelin
  3. White Room – Cream

Para ouvir as três em sequência, clique aqui.

ou

Clique na bagacinha abaixo, chamada “continue lendo”, para ouvi-las e “vê-las”.

Correndo o risco de ficar no vácuo, pergunto aos leitores: quais músicas vocês escalariam no lugar das minhas?

P.S.: Post escrito em 14min09s, o tempo corrido das três músicas.

P.P.S.: O P.S. acima é uma mentira deslavada. É só para dar uma romanceada, sugerir uma certa mística do rock ‘n’ roll.

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