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Guster

Guster é uma banda que conheci através do programa de rádio Morning Becomes Ecletic, da rádio californiana KCRW. O MBE é um programa que rola das 9h às 11h45 (15h-17h45 no horário de Brasília) em que, na última meia hora, músicos convidados fazem uma apresentação com entrevista. Abaixo coloco uma mixagem que fiz com as músicas do Guster quando eles foram ao programa em 2006. Aqui pode-se ouvir e/ou assistir à apresentação com a entrevista, diretamente do player da KCRW, que permite ouvir a rádio ao vivo bem como o canal de música, que também é muito bom.

Setlist:

  1. One man wrecking machine
  2. Satellite
  3. Jesus on the radio
  4. Lightning Rod
  5. Rise and Shine
  6. The Captain
  7. Amsterdam

A maioria delas são do álbum Ganging Up in the Sun, exceto a Rise and Shine, que é do EP Satellite.

Detalhe: a KCRW é uma rádio pública filiada à NPR (National Public Radio) – uma organização que produz conteúdo para rádios públicas. Sua programação é bem variada, apresentando programas de música e de notícias, discutindo temas locais, nacionais ou internacionais. A programação musical é excelente e sempre recomendo a quem quiser ouvir música de qualidade e descobrir novos (e velhos) músicos.

Bônus track: Parachute, Guster.


16 por 10

Dia desses medi minha pressão sanguínea arterial e levei um susto: 16 por 10 (ou 160-e-uns-quebrados/90 mmHg).

Noutro, numa lanchonete fast-food de sanduíches, comendo um sanduíche com hambúrguer de picanha, pego a caixinha dele e leio as informações nutricionais até chegar em:

  • Sódio – 2.713mg113% das necessidades diárias de uma dieta de 2.000KCal.

Sem contar a batatinha.

Foi então que me lembrei de Super Size Me.


Qual será o filme brasileiro no Oscar 2008?

Foi publicado hoje no blog da Revista de Cinema que o filme brasileiro candidato à vaga de melhor filme estrageiro no Oscar 2008 será decidido amanhã. Entre os dezoito inscritos está “O ano em que meus pais saíram de férias“, dirigido por Cao Hamburger, o meu escolhido. Não assisti a nenhum dos outros filmes da lista, por falta, principalmente, de tempo e dinheiro. Mas digo que “O ano…” é meu escolhido por considerá-lo um dos melhores filmes brasileiros a que já assisti, e acho que tem chance de ser escolhido como um dos finalistas pela Academia pois tem muitas das características que ela gosta. Tenho quase certeza de que os jurados brasileiros escolherão um filme nos moldes daquilo que ela gosta, e nessa, mesmo não tendo assistido aos filmes da lista, sei que alguns não tem chance, como Três irmãos de sangue, já que não é do feitio da Academia “oscarizar” um documentário nessa categoria — nem em nenhuma outra, exceto na de melhor documentário.

Já é sabido que há um intenso lobby por trás de cada filme “em disputa” no Oscar, e que a Academia tem preferência por certos tipos de filmes, enquanto despreza outros. O Oscar é a premiação do cinema comercial de língua inglesa por excelência, não há espaço para o cinema experimental, exceto para aqueles que tenham sucesso comercial nos Estados Unidos. Os filmes premiados, além de terem grande sucesso, são todos bons ou até mesmo excelentes, muito bem feitos tecnicamente, não deixando nada a desejar como cinema. Agora, se o Oscar é uma premiação válida e yada yada yada, isso é uma outra conversa.

Sabendo do exposto no parágrafo anterior, o filme Tropa de elite será distribuído nos Estados Unidos pela The Weinstein Company, produtora dos irmãos Weinstein, os fundadores da Miramax, conhecidos como grandes lobbystas. “Cidade de Deus” também foi distribuído por eles nos EUA e teve quatro indicações — de melhor fotografia, edição, roteiro e direção — feito que nenhum filme brasileiro conseguiu até então. Logo, é outro importante candidato.

Para ver os filmes inscritos, os jurados e mais informações visite aqui ou aqui.

O resultado será divulgado amanhã, às 16h.

Update
O escolhido foi “O ano em que meus pais saíram de férias”. :-)


Uma tira engraçada: Magic Eyes

Não sou viciado em quadrinhos, mas sempre que pego um jornal em mãos olho a seção das tirinhas, e eventualmente vejo algumas na internet. O humor presente em uma tira tem que ser rápido. Geralmente no primeiro quadro é apresentada uma situação, no segundo surge o “conflito” e no terceiro a resolução. Um quadro para cada ato. Logo, os acontecimentos presentes nas tiras são pequenas sacadas sobre algo específico e corriqueiro. Algo que, na minha opinião, influencia muito no humor de uma tira são os pequenos detalhes no desenho, principalmente no rosto, associados ao diálogo. Abaixo coloco uma que encontrei no site The Perry Bible Fellowship, do cartunista Nicholas Gurewitch, que achei hilária.

magic_eyes


Glauber Rocha

Procurando algum material do cineasta bahiano Glauber Rocha no YouTube, encontrei dois vídeos dele: em um ele comenta sobre teatro e literatura no Brasil, e no outro, cinema brasileiro. Os vídeos contém pequenas reflexões extremamente pertinentes dele sobre estes temas, e que ainda fazem sentido no contexto contemporâneo brasileiro (principalmente quando fala sobre cinema).


Sobre teatro e literatura no Brasil.


Sobre cinema brasileiro.

Do Glauber assisti apenas “Barravento” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Comecei a assistir a “Terra em transe”, mas por problemas na fita asssiti apenas durante quinze minutos. A filmografia do Glauber Rocha é indispensável a quem queira se debruçar sobre o cinema no Brasil, seja falando sobre ou seja fazendo.

Abaixo coloco o trecho final do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Foi uma das poucas coisas do Glauber que consegui encontrar no YouTube. Quem não assistiu ainda e não quer saber o final, pode assistir tranqüilamente aos primeiros três minutos, pois não acontece nada de revelador.

Aqui tem um trecho do filme “Terra em transe”.

Em breve pretendo escrever algo sobre a decepção que os cineastas do Cinema Novo tiveram com a sociedade brasileira após do Golpe de 64, já que a maior parte da população permaneceu indiferente ao golpe.


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