Guster

Guster é uma banda que conheci através do programa de rádio Morning Becomes Ecletic, da rádio californiana KCRW. O MBE é um programa que rola das 9h às 11h45 (15h-17h45 no horário de Brasília) em que, na última meia hora, músicos convidados fazem uma apresentação com entrevista. Abaixo coloco uma mixagem que fiz com as músicas do Guster quando eles foram ao programa em 2006. Aqui pode-se ouvir e/ou assistir à apresentação com a entrevista, diretamente do player da KCRW, que permite ouvir a rádio ao vivo bem como o canal de música, que também é muito bom.

Setlist:

  1. One man wrecking machine
  2. Satellite
  3. Jesus on the radio
  4. Lightning Rod
  5. Rise and Shine
  6. The Captain
  7. Amsterdam

A maioria delas são do álbum Ganging Up in the Sun, exceto a Rise and Shine, que é do EP Satellite.

Detalhe: a KCRW é uma rádio pública filiada à NPR (National Public Radio) – uma organização que produz conteúdo para rádios públicas. Sua programação é bem variada, apresentando programas de música e de notícias, discutindo temas locais, nacionais ou internacionais. A programação musical é excelente e sempre recomendo a quem quiser ouvir música de qualidade e descobrir novos (e velhos) músicos.

Bônus track: Parachute, Guster.


Compartilhando qualquer pasta com o Dropbox

No  post anterior falei sobre como fazer backups na nuvem gastando nada ou pouco, falei sobre o Dropbox e que o uso como minha pasta principal para documentos.

O Dropbox é um serviço que permite a sincronização de arquivos entre vários computadores, através da instalação do software ou pela plataforma web. A instalação do aplicativo permite uma sincronização muito fácil, é só colocar o arquivo na pasta configurada que o ele sincroniza automaticamente.

O único revés é que a aplicação não permite, por padrão, a sincronização de pastas que estejam fora da pasta principal. Quando, na interface explorer, clica-se em um arquivo ou pasta com o botão direito e marca-se “Sync with Dropbox” o que ele faz é copiar o arquivo para sua pasta e fica-se com duas cópias do mesmo arquivo no computador. Nada prático. Mas contornável.

Encontrei a solução neste artigo do Lifehacker, um simples workaround que permite compartilhar qualquer pasta do computador sem a necessidade dela estar dentro da pasta Dropbox, criando um link simbólico dentro dela. Na prática, é como se houvesse duas pastas idênticas no computador e as mudanças feitas em uma se refletem na outra. No Windows Vista ou 7 é só usar o comando mklink na linha de comando. Já no Windows XP é preciso instalar este utilitário.

  • Windows Vista e 7:

Iniciar >> digitar cmd >> clicar com o botão direito >> Executar como administrador >> digitar o comando abaixo:

mklink /d “C:\Users\NomeDoUsuário\Dropbox\NomeDoLink” “C:\Caminho\da\Pasta\Original”

  • No Windows XP, depois de instalado o Junction:

Iniciar >> Executar >> digitar cmd >> clicar Ok >> digitar o comando abaixo:

junction [-d] “C:\Users\NomeDoUsuário\Dropbox\NomeDoLink” [“C:\Caminho\da\Pasta\Original”]

ATENÇÃO: Os comandos são dados em apenas uma linha!

!!! Atenção: Quem ainda não tem conta no Dropbox, inscrevendo-se nesse link (http://db.tt/2dnbWQA) dá o direito a 250MB além dos 2GB iniciais. 


Faça backup de seus dados gastando nada

Deus abençoe os pessimistas, pois eles fizeram backup

Depois de anos utilizando computador desktop sem me preocupar com backups ou proteção de meus dados, foi com a aquisição do notebook que comecei a pensar na importância da salvaguarda deles. Inicialmente não por problemas técnicos que poderiam acontecer (já que eles só acontecem com os outros) mas principalmente pela portabilidade do notebook, já que é muito mais fácil de ser roubado ou perdido. Considerando que por perdido leia-se roubado.

A “núvi”

A primeira etapa é realizar os backups em mídias físicas, um disco rígido USB externo deu conta do recado. Essa parte não é sem custo, mas não é o objetivo deste post. Procurando uma alternativa para funcionar como “backup do backup”, resolvi testar os serviços de backup “na nuvem”. Na teoria, esses serviços oferecem a possibilidade de fazer um backup completo do PC, pois fornecem capacidades generosas. Mas tudo isso a um certo custo. Porém, a maioria deles também fornece uma espécie de “trial eterno”, os chamados modelos freemium. Oferecem uma baixa capacidade (em geral 2GB ou 5GB) e, caso se necessite de mais, pode-se assinar um pacote com mais espaço.

Inicialmente escolhi o Mozy, que oferece 2GB de capacidade na modalidade free. Depois de fazer o cadastro baixa-se um aplicativo que, depois de configurado, realiza o backup dos dados periodicamente, quando o computador não está sendo usado. É um bom serviço, o aplicativo é muito bonito e fácil de usar, mas o espaço oferecido no plano grátis é bastante limitado, suficiente apenas para salvar o essencial.

Outro serviço muito popular e que uso há pouco tempo é o IDrive, semelhante ao Mozy mas que oferece 5GB free, com a possibilidade de adicionar 10GB desde que se compartilhe a lista de contatos do e-mail. Foi o que fiz, com as devidas desculpas aos meus amigos pelos eventuais spams. 15GB expandem bastante a lista dos arquivos a serem guardados.

Alternativa para as fotos: compartilhamento online

Se nenhuma das opções anteriores foi suficiente para salvar as fotos, que atualmente, devido a multiplicação das câmeras digitais, bem como dos megapixels, somam cada vez mais espaço nos discos rígidos, uma dica é o Windows Live Skydrive, que oferece 25GB de espaço free. Com o Windows Live Galeria de Fotos é possível enviá-las de maneira fácil. O primeiro envio pode ser meio trabalhoso caso se deseje que seja criado um álbum para cada pasta, pois assim cada uma precisa ser enviada individualmente. Outra desvantagem é que o processo não é automatizado, as mudanças feitas no computador não se refletem online.

Forma semelhante para realizar o backup de fotos é com o Picasa, através do Picasa Web Albums. O serviço oferece apenas 1GB grátis, mas a boa notícia é que a assinatura de um espaço de 20GB custa apenas cinco dólares anuais. Dá 41 centavos de dólar por mês, um valor bastante razoável pelo espaço oferecido. A vantagem diante do Windows Live Galeria de Fotos é que, após um álbum ser sincronizado, as mudanças feitas no computador são refletidas no álbum online e vice-versa, porém, caso alguma foto seja excluída acidentalmente, bye bye. A desvantagem destes dois métodos é que não são ferramentas próprias para backup, logo, novas fotos precisam ser adicionadas/sincronizadas manualmente. A vantagem é que os álbuns podem ser compartilhados com outras pessoas.

Sincronizando

Com a popularização da informática e da internet, não é raro hoje utilizarmos mais de um computador no dia a dia. Uma solução para manter os dados entre dois computadores sincronizados é o pendrive. Só que há o empecilho de carregá-lo para todo lado e um eventual esquecimento pode atrasar algum trabalho. Para isso existem os serviços que sincronizam determinada pasta do seu computador com qualquer computador que você utiliza, tenha o aplicativo instalado e esteja configurado com seus dados. Atualmente utilizo o Dropbox, depois de instalado e configurado, é só jogar os arquivos na devida pasta que ele sincroniza automaticamente. Na prática ele acaba se tornando uma espécie de backup, pois é possível utilizá-lo como pasta padrão de documentos. Outro serviço para sincronização, que descobri há pouco, e estou experimentando, é o IDrive Sync, similar ao Dropbox, mas que oferece 5GB, com a possibilidade de expansão para 15GB da mesma forma que o IDdrive. Em breve a empresa responsável pelo Mozy lançará o Mozy Sync, seu serviço de sincronização.

Bônus: e os dados online?

Outro serviço que descobri recentemente foi o Backupify, que faz um backup de seus dados da nuvem na nuvem. Backup do Gmail, Facebook, Twitter, Google Docs, Picasa, Flickr e até do famigerado LinkedIn. Dado a recente pane ocasionada no Gmail, é uma boa opção. Outro método para realizar o backup dos webmails é a utilização do bom e velho Pop3.

Considerações

É claro que, além destes, há  outros serviços para backup e sincronização. O objetivo foi o de indicar, baseado em minha experiência, soluções gratuitas para backup de poucos dados. Algumas opções são: escolher um determinado serviço, utilizar mais de um de forma redundante ou, então, utilizar mais de um de forma complementar, expandindo assim o poder de armazenamento. Porém, para um grande volume de dados sensíveis é recomendável abrir a mão e fazer uma assinatura de um pacote com espaço maior no serviço de preferência, adquirindo também acesso ao suporte técnico em virtude de algum problema.

Vale dizer que, embora sejam serviços importantes e empresas líderes no segmento que atuam, não é recomendável delegar seus dados a terceiros como primeira opção de backup, visto que se fica sujeito à confiabilidade de cada um, porém, é importante sempre ter um Plano B e, eventualmente, um Plano C. Com o fluxo de informações digital cada vez maior, inclusive informações pessoais (fotos, vídeos, e-mails etc.) é imprescindível que cuidemos de nossos dados com o maior cuidado possível.

!!! Atenção: Quem ainda não tem conta no Dropbox, inscrevendo-se nesse link (http://db.tt/2dnbWQA) dá o direito a 250MB além dos 2GB iniciais. 


Minhas impressões sobre o Meca Festival

Ano passado a Jéssica me convidou pra ir num tal de Meca Festival, que rolaria dia 29 de janeiro na praia de Atlântida no Rio Grande do Sul. Disse que as bandas confirmadas eram Two Door Cinema Club e Vampire Weekend. Por conhecer Vampire Weekend, saber que seria um festival alternativo e pelo preço muito em conta do ingresso, resolvi topar.

Já nos dias seguintes fui atrás dos álbuns mais recentes das bandas pra me inteirar do som deles. Confesso que faz um bom tempo que ando por fora do rock alternativo/indie, desde que uma preguiça imensa se apossou de mim para saber das bandas e sons novos. Curti o que descobri e fui atrás de outros sons. Agora já ansioso pelo Festival que se aproximava.

O festival foi quase perfeito, com todos os elementos must be em eventos deste tipo: bem organizado (apesar da cerveja quente), pouca aglomeração, local tranquilo, os shows não atrasavam, ou atrasavam pouco, acabou cedo (já passei do tempo de virar a madrugada em shows e/ou festivais) e, acima de tudo, “música muito boa, companhia melhor ainda”!

A ordem dos shows foi essa:

  1. Wannabe Jalva
  2. Rosie and Me
  3. Copacabana Club
  4. Two Door Cinema Club
  5. Vampire Weekend

Chegamos por volta das 19h com a banda Rosie & Me tocando, logo após foi a vez de Copacabana Club. Apesar de serem bandas boas, à medida que as músicas iam rolando, a expectativa aumentava para os dois shows principais.

O show do Two Door Cinema Club foi muito acima do que eu esperava. Músicas dançantes, bem agitado e passou muito rápido! Da primeira música até a final parece que foram só uns cinco minutos. Fazia tempo que uma banda não me deixava tão empolgado com sua música. Os dias seguintes ao show foram regados a TDCC: no carro, no celular, no computador. Inclusive agora.

Já Vampire Weekend, apesar de ter sido um ótimo show, ficou ofuscado, na minha opinião, pelo show anterior, que mandou muito mais. Além de tocarem músicas do último álbum tocaram algumas de outros álbuns, que não conheço.

Enfim, pra mim o principal desse festival é que me deixou com um gosto de quero mais e fez despertar em mim algo que  estava adormecido: o gosto por conhecer novos sons e a disposição para frequentar eventos musicais.

Fotos


O fantasma da folha “inchada”

Notícias de quinta-feira:

Início de governo, tanto faz se estadual ou federal, é sempre a mesma coisa. Entra campanha eleitoral, sai campanha eleitoral, entra governo, sai governo a principal responsabilidade dos gastos públicos é sempre a mesma: a famosa folha inchada. A justificativa é ou porque há funcionários demais (apesar do déficit de funcionários em algumas áreas, educação, saúde e segurança, por exemplo), ou que os salários são altos (apesar dos baixos salários de professores, médicos, policiais e muitas outras categorias de servidores) recaindo os maiores salários justamente àqueles que responsabilizam a folha pela maior parte dos gastos públicos.

O curioso é que o radicalismo que os administradores públicos tem para controlar os gastos com a folha de pagamentos – suspendendo nomeações e a realização de concursos públicos, congelando salários, terceirizando serviços meio etc. – não aparenta ter para controlar os gastos em outras áreas – reduzir os gastos administrativos (água, luz, telefone, diárias, passagens etc.), fiscalizar a corrupção em licitações furadas com obras superfaturadas, até mesmo enxugar o número de funções e cargos e comissionados, distribuídos muitas vezes sem critérios técnicos e usados para presentear cabos eleitorais. Não duvido que o desejo de muitos governantes fosse reduzir o salário dos servidores, não fosse instituída a irredutibilidade salarial na Constituição Federal (artigo 7º, inciso VI).

A folha de pagamentos até pode representar uma boa parte do orçamento. Porém, atitudes espartanas tal qual congelar salários, retirar gratificações justas, enxugar o número de servidores  acabará refletindo no atendimento (muitas vez já precário) à população. Da mesma forma, se os gastos com a folha são assim tão altos, acima do normal, há alguma coisa errada, pois não é certo que tantos servidores ganhem salários nada dignos de acordo com sua profissão e o gasto com a folha represente tanto que precisa ser diminuído. O furo tá em algum outro lugar.


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