O estudo da pré-história é uma das áreas mais difíceis da História, pois o estudo das provas materiais é pouco para a análise do modo de vida daquelas populações. Como os povos pré-históricos careciam de uma escrita lógica, grande parte do estudo da pré-história se debruça sobre as pinturas rupestres, os artefatos, estudo dos fósseis encontrados e estudo do comportamento humano coletivo.
A Antropologia é uma ciência que se aproxima muito da História quando se estuda o homem pré-histórico, pois grande parte do conhecimento sobre este homem se deve ao estudo sobre populações modernas que vivem isolados de nós, seres humanos urbanizados. Um grande passo para isso foi a constatação de que, como a estrutura cerebral humana é a mesma, e observando-se várias tribos em vários locais do mundo, sabe-se que o homem agirá de forma semelhante quando em face de situações parecidas. Foram encontradas pinturas rupestres na África do Sul feitas há cerca de 200 anos muito semelhantes a pinturas encontradas em cavernas na França feitas há milênios.
O fato é que o homem, desde o seu surgimento, sempre buscou aperfeiçoamento na técnica e na construção de ferramentas que o fizessem não depender apenas de suas habilidades físicas. Para termos uma pequena noção, antes mesmo da escrita ter sido desenvolvida o homem já vivia de forma sedentária, já domesticava animais e fazia uso da agricultura e utiliza ferramentas feitas de metal.
Um livro que recomendo é “A evolução cultural do homem”, do arqueólogo australiano Vere Gordon Childe. O título em inglês é mais bacana, Man makes himself, ou “O homem faz a si mesmo”. Uma referência de que o desenvolvimento humano não ocorre por acaso, pois é fruto do próprio homem.