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Compartilhando qualquer pasta com o Dropbox

No  post anterior falei sobre como fazer backups na nuvem gastando nada ou pouco, falei sobre o Dropbox e que o uso como minha pasta principal para documentos.

O Dropbox é um serviço que permite a sincronização de arquivos entre vários computadores, através da instalação do software ou pela plataforma web. A instalação do aplicativo permite uma sincronização muito fácil, é só colocar o arquivo na pasta configurada que o ele sincroniza automaticamente.

O único revés é que a aplicação não permite, por padrão, a sincronização de pastas que estejam fora da pasta principal. Quando, na interface explorer, clica-se em um arquivo ou pasta com o botão direito e marca-se “Sync with Dropbox” o que ele faz é copiar o arquivo para sua pasta e fica-se com duas cópias do mesmo arquivo no computador. Nada prático. Mas contornável.

Encontrei a solução neste artigo do Lifehacker, um simples workaround que permite compartilhar qualquer pasta do computador sem a necessidade dela estar dentro da pasta Dropbox, criando um link simbólico dentro dela. Na prática, é como se houvesse duas pastas idênticas no computador e as mudanças feitas em uma se refletem na outra. No Windows Vista ou 7 é só usar o comando mklink na linha de comando. Já no Windows XP é preciso instalar este utilitário.

  • Windows Vista e 7:

Iniciar >> digitar cmd >> clicar com o botão direito >> Executar como administrador >> digitar o comando abaixo:

mklink /d “C:\Users\NomeDoUsuário\Dropbox\NomeDoLink” “C:\Caminho\da\Pasta\Original”

  • No Windows XP, depois de instalado o Junction:

Iniciar >> Executar >> digitar cmd >> clicar Ok >> digitar o comando abaixo:

junction [-d] “C:\Users\NomeDoUsuário\Dropbox\NomeDoLink” [“C:\Caminho\da\Pasta\Original”]

ATENÇÃO: Os comandos são dados em apenas uma linha!

!!! Atenção: Quem ainda não tem conta no Dropbox, inscrevendo-se nesse link (http://db.tt/2dnbWQA) dá o direito a 250MB além dos 2GB iniciais. 


Faça backup de seus dados gastando nada

Deus abençoe os pessimistas, pois eles fizeram backup

Depois de anos utilizando computador desktop sem me preocupar com backups ou proteção de meus dados, foi com a aquisição do notebook que comecei a pensar na importância da salvaguarda deles. Inicialmente não por problemas técnicos que poderiam acontecer (já que eles só acontecem com os outros) mas principalmente pela portabilidade do notebook, já que é muito mais fácil de ser roubado ou perdido. Considerando que por perdido leia-se roubado.

A “núvi”

A primeira etapa é realizar os backups em mídias físicas, um disco rígido USB externo deu conta do recado. Essa parte não é sem custo, mas não é o objetivo deste post. Procurando uma alternativa para funcionar como “backup do backup”, resolvi testar os serviços de backup “na nuvem”. Na teoria, esses serviços oferecem a possibilidade de fazer um backup completo do PC, pois fornecem capacidades generosas. Mas tudo isso a um certo custo. Porém, a maioria deles também fornece uma espécie de “trial eterno”, os chamados modelos freemium. Oferecem uma baixa capacidade (em geral 2GB ou 5GB) e, caso se necessite de mais, pode-se assinar um pacote com mais espaço.

Inicialmente escolhi o Mozy, que oferece 2GB de capacidade na modalidade free. Depois de fazer o cadastro baixa-se um aplicativo que, depois de configurado, realiza o backup dos dados periodicamente, quando o computador não está sendo usado. É um bom serviço, o aplicativo é muito bonito e fácil de usar, mas o espaço oferecido no plano grátis é bastante limitado, suficiente apenas para salvar o essencial.

Outro serviço muito popular e que uso há pouco tempo é o IDrive, semelhante ao Mozy mas que oferece 5GB free, com a possibilidade de adicionar 10GB desde que se compartilhe a lista de contatos do e-mail. Foi o que fiz, com as devidas desculpas aos meus amigos pelos eventuais spams. 15GB expandem bastante a lista dos arquivos a serem guardados.

Alternativa para as fotos: compartilhamento online

Se nenhuma das opções anteriores foi suficiente para salvar as fotos, que atualmente, devido a multiplicação das câmeras digitais, bem como dos megapixels, somam cada vez mais espaço nos discos rígidos, uma dica é o Windows Live Skydrive, que oferece 25GB de espaço free. Com o Windows Live Galeria de Fotos é possível enviá-las de maneira fácil. O primeiro envio pode ser meio trabalhoso caso se deseje que seja criado um álbum para cada pasta, pois assim cada uma precisa ser enviada individualmente. Outra desvantagem é que o processo não é automatizado, as mudanças feitas no computador não se refletem online.

Forma semelhante para realizar o backup de fotos é com o Picasa, através do Picasa Web Albums. O serviço oferece apenas 1GB grátis, mas a boa notícia é que a assinatura de um espaço de 20GB custa apenas cinco dólares anuais. Dá 41 centavos de dólar por mês, um valor bastante razoável pelo espaço oferecido. A vantagem diante do Windows Live Galeria de Fotos é que, após um álbum ser sincronizado, as mudanças feitas no computador são refletidas no álbum online e vice-versa, porém, caso alguma foto seja excluída acidentalmente, bye bye. A desvantagem destes dois métodos é que não são ferramentas próprias para backup, logo, novas fotos precisam ser adicionadas/sincronizadas manualmente. A vantagem é que os álbuns podem ser compartilhados com outras pessoas.

Sincronizando

Com a popularização da informática e da internet, não é raro hoje utilizarmos mais de um computador no dia a dia. Uma solução para manter os dados entre dois computadores sincronizados é o pendrive. Só que há o empecilho de carregá-lo para todo lado e um eventual esquecimento pode atrasar algum trabalho. Para isso existem os serviços que sincronizam determinada pasta do seu computador com qualquer computador que você utiliza, tenha o aplicativo instalado e esteja configurado com seus dados. Atualmente utilizo o Dropbox, depois de instalado e configurado, é só jogar os arquivos na devida pasta que ele sincroniza automaticamente. Na prática ele acaba se tornando uma espécie de backup, pois é possível utilizá-lo como pasta padrão de documentos. Outro serviço para sincronização, que descobri há pouco, e estou experimentando, é o IDrive Sync, similar ao Dropbox, mas que oferece 5GB, com a possibilidade de expansão para 15GB da mesma forma que o IDdrive. Em breve a empresa responsável pelo Mozy lançará o Mozy Sync, seu serviço de sincronização.

Bônus: e os dados online?

Outro serviço que descobri recentemente foi o Backupify, que faz um backup de seus dados da nuvem na nuvem. Backup do Gmail, Facebook, Twitter, Google Docs, Picasa, Flickr e até do famigerado LinkedIn. Dado a recente pane ocasionada no Gmail, é uma boa opção. Outro método para realizar o backup dos webmails é a utilização do bom e velho Pop3.

Considerações

É claro que, além destes, há  outros serviços para backup e sincronização. O objetivo foi o de indicar, baseado em minha experiência, soluções gratuitas para backup de poucos dados. Algumas opções são: escolher um determinado serviço, utilizar mais de um de forma redundante ou, então, utilizar mais de um de forma complementar, expandindo assim o poder de armazenamento. Porém, para um grande volume de dados sensíveis é recomendável abrir a mão e fazer uma assinatura de um pacote com espaço maior no serviço de preferência, adquirindo também acesso ao suporte técnico em virtude de algum problema.

Vale dizer que, embora sejam serviços importantes e empresas líderes no segmento que atuam, não é recomendável delegar seus dados a terceiros como primeira opção de backup, visto que se fica sujeito à confiabilidade de cada um, porém, é importante sempre ter um Plano B e, eventualmente, um Plano C. Com o fluxo de informações digital cada vez maior, inclusive informações pessoais (fotos, vídeos, e-mails etc.) é imprescindível que cuidemos de nossos dados com o maior cuidado possível.

!!! Atenção: Quem ainda não tem conta no Dropbox, inscrevendo-se nesse link (http://db.tt/2dnbWQA) dá o direito a 250MB além dos 2GB iniciais. 


A maledeta campanha da maledeta geladeira

Fiquei sabendo através do Fred, do quem matou a tangerina?, sobre a campanha da geladeirinha. Bom, depois da postagem do Blue Bus, choveram opiniões a respeito. Uns chamando para resolver o assunto na hora da saída, outros choramingando porque receberam a alcunha de “blogs de aluguel”, and so on.

Dentre o que li sobre o assunto, dois posts me pareceram os mais sensatos. Este aqui, do Andre Dahmer, e este, do Cassano. Até pensei em falar sobre o assunto, mas é um negócio muito chato, todo mundo já falou a respeito, mas o principal motivo é que estes dois já disseram muito do que penso a respeito.

Reservo-me a comentar apenas que um blog reflete a opinião do autor. Logo, se ele publica algum produto que ultrapassa os limites da sua opinião, apenas porque foi pago ou recebeu um presente, quem corre o risco de perder leitores ou de ferir sua credibilidade é ele, passando a impressão de — utilizando uma expressão já gasta — mercenário. Não acho que os blogs devam ser apenas mais um meio propagador de publicidade. Caso contrário, daqui um tempo, os blogs serão mais uma celebridade fazendo propaganda de um shampoo que custa pouco mais de cinco reais e que todo mundo sabe que ela não usa.

O mais curioso é que a estratégia ganhou mais repercussão do que o produto. Ponto para a agência responsável.


Linux para o usuário básico de computador

Há algumas semanas li este post de autoria de Flavio Furlan no qual ele, em dado momento, questiona alguns membros da chamada comunidade open source, principalmente do Linux, e para isso cita uma frase que encontrou em um fórum:

Linux: para quem não tem preguiça de aprender.

Pode não ter sido a intenção do autor da frase, mas concordo com o autor do post de que esta frase tem uma certa arrogância embutida, e sua leitura me fez voltar a refletir algo que penso sobre tudo isso. Acredito que a maioria dos entusiastas do Linux quer que cada vez mais pessoas passem a utilizá-lo como sistema operacional. Ele é, hoje em dia, o carro chefe do movimento open source, em que vários usuários de vários pontos do planeta ajudam no desenvolvimento de softwares de código aberto. O princípio básico desta filosofia é o da cooperação. Interpreto, também, segundo esta filosofia, que sempre há alguém que sabe mais do que você, portanto, não hesite em pedir ajuda — é para isso que os fóruns existem. Mas há quem usa o Linux e é “adepto” desta filosofia mas não a entendeu até agora. Para este tipo de pessoa parece que há uma competição, na qual o mundo do Linux e do software livre é somente para os dignos de conhecimento, ou para aqueles que “não têm preguiça em aprender”.

Realmente, quem quiser instalar ou usar o Linux hoje em dia pode precisar de disposição para correr atrás de informações para deixar o sistema funcionando 100%. Mas a maneira como a frase foi escrita generaliza demais a questão. Se compararmos ao Windows 9x, por exemplo, muitas das distribuições hoje são infinitamente mais fáceis de usar. E mesmo assim ele foi um sistema popular, talvez pela falta de competitividade, não sei, mas esta é outra discussão. Não era necessário “não ter preguiça” para aprender a usá-lo. Quem nunca teve problemas ao instalar os famosos softmodens e acabou pedindo ajuda?

O fato é que o usuário final quer um sistema fácil de usar, que tenha o máximo de automatização sem a necessidade de entrar em linhas de comando e coisas do tipo, até porque, quem não usou a dobradinha DOS e Windows 3.x, não tem a mínima noção de trabalhar com linhas de comando. Cito minha experiência própria, em que meu conhecimento em DOS permitiu que tivesse noção de como trabalhar com a linha de comando do Linux, pois a estrutura é basicamente a mesma, só precisei aprender os comandos.

Desde que comecei a ouvir falar em Linux tive interesse em usá-lo, pelos seguintes motivos:

  • o fato de ser um software livre. Na época ainda não entendia muito bem a filosofia, mas já buscava alternativas freeware à Microsoft e aos softwares pagos. Por exemplo, usava o Opera para navegar na Internet e o Arachnophilia para fazer meus websites.
  • a famosa estabilidade — que não é famosa à toa. Quem usou o Windows 9x sabe qual é a sensação de enfrentar a famosa tela azul com bastante freqüência.

A primeira vez que tentei instalá-lo foi em 1998, se não me engano, com um CD da revista PC Master que trouxe ou o Conectiva ou o Red Hat Linux. Na época ele já estava começando a se popularizar, as distribuições já davam sinais de querer melhorar a interface e deixar o lado do usuário mais prático. Mas ainda assim era uma tarefa complicada instalá-lo. Lembro de não ter conseguido configurar o modem e a placa de som, mesmo depois de penar muito, o que me fez desistir de usá-lo.

O Windows XP evoluiu muito no quesito “aparecimento da tela azul” — ao menos nunca ocorreu comigo — mas ainda é um sistema bastante instável, o que me fez, novamente, procurar o Linux, muito mais popular agora. Depois de enfrentar alguns problemas de compatibilidade de softwares com a versão 64 bits do Ubuntu, agora sou um satisfeito usuário da versão 32 bits. Mas tive que entrar algumas vezes na velha linha de comando para configurar a placa de vídeo e instalar alguns softwares. Portanto, se já é difícil algum usuário básico querer utilizar o Linux, e se, quando bate a vontade, precisa fazer algo do tipo, volta para o Windows por dois motivos:

  1. lá ele já tem noção de como se faz as coisas;
  2. qual o sentido de aprender algo novo se no Windows ele tem tudo aquilo de que precisa? Seria algo como reinventar a roda.

Para falar a verdade, a maioria dos usuários não está nem aí se está usando Windows ou Linux, estes usuários querem mesmo é algo que os permita navegar na Internet, entrar no Orkut, ler e enviar e-mails, digitar trabalhos, conversar no messenger, jogar, etc. Não é, portanto, questão de preferência, é questão de praticidade. É disso que as distruibuições Linux precisam, ninguém é obrigado a aprender algo que não quer para poder usar a Internet ou digitar um trabalho de faculdade.

Concluindo: para o Linux ser mais popular, não se deve esperar que as pessoas vão até ele, ele tem de ir às pessoas. Como? Esse já é um outro assunto.


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